Vacina

Butantan, vacina 100% brasileira

O Instituto Butantan iniciou os testes após ótimos resultados em tentativas prévias de desenvolvimento da vacina. Ter uma vacina produzida em território nacional certamente terá muitos benefícios, a começar pela logística. Sendo assim, entenda mais o processo.

O Brasil está com o andamento da vacinação extremamente lento, tendo em vista as medidas adotadas pelo governo.

O presidente da República se negou a comprar vacinas em 2020 com ofertas de várias marcas. Por consequência, o atraso na vacinação e o número de mortes por dia aumenta significativamente.

Instituto Butantan

O Instituto é um centro de pesquisas biológicas que envolve diversos cientistas e profissionais capacitados. Reconhecido internacionalmente, o instituto foi responsável por muitas ações sanitárias e desenvolvimento de medicações/vacinas ao longo dos anos.

Não será diferente em relação ao coronavírus. Todas as pesquisas e testes pré-clínicos estão sendo realizados e, alguns, prontos. Sendo assim, o instituto está comprometido em desenvolver a vacina 100% brasileira: a ButanVac.

Considerando os diversos testes e estudos que devem ser realizados para aprovação e distribuição de uma vacina, o instituto solicitou à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorização para o início das fases de ensaio.

Além do Brasil, o instituto tem a intenção de distribuir e/ou negociar com países de baixa renda, onde não há nenhum tipo de auxílio.

O diretor médico de pesquisa clínica do Instituto garante a segurança da vacina e que há toda a tecnologia necessária para desenvolver a vacina com grande eficácia.

Sem dúvidas, é um recurso extremamente necessário, uma vez que a distribuição não dependerá de importação, armazenamento e cuidados que custam tempo e dinheiro.

A produção da vacina

Para quem é leigo no assunto, pode parecer estranho a origem da produção da vacina: ovos. Sim, ovos comuns de aves são utilizados para o desenvolvimento de vacinas. Com o uso da tecnologia, se torna muito mais barato e possui eficácia cientificamente comprovada.

É feita a partir de um vírus chamado Newcastle. Neste vírus se infectam os genes da spike do coronavírus. Este é o processo básico, manejado depois por meios tecnológicos e biológicos muito avançados.

Os testes se iniciaram em março de 2020, porém, não tiveram respaldo governamental. Agora, o instituto pretende iniciar o teste em humanos em e concluir em três meses.

Em conclusão, é indispensável citar que o governador de São Paulo, João Dória, foi quem iniciou o processo e tomou as medidas necessárias para que o Instituto Butantan pudesse trabalhar nessa pesquisa para produção da vacina.